quarta-feira, 26 de março de 2008

Me apedreja, vá.

Um simples bater de asas de uma borboleta
pode causar um tufão do outro lado do mundo...
Até aí tudo bem, beleza. O problema é, se alguns dias antes eu tiver (sem querer) expulsado alguma borboleta de perto de mim, ou do meu jardim, certeza que eu vou me sentir culpada pelo tufão. E pela destruição, e pelos milhares de desabrigados, e pelo gasto do governo na reconstrução, e pelos gastos das emissoras de tv que enviarão equipes para cobrir a tragédia.
Tem gente que culpa a vida. Tem gente que culpa a sociedade, os pais, os traumas de infância, o tarot da Uol. Eu visto a camisa. Deu errado? pode ter certeza que eu vou dar um jeito de achar que a culpa é minha, em algum ponto. Só que tá ficando complicado.
Tá, pq eu tou tentando resolver coisas que não são problema meu, não são culpa minha. Mas o pior, é que minha resistência pra me sentir bem mesmo me sentindo culpada por tudo e por nada, tá esgotando. Tou precisando dos outros me afirmando que a culpa não é minha, dos outros me ajudando pra que eu me sinta bem, com coisas que aconteceram ou acontecem e que não é mesmo culpa minha, ou que nem dava pra evitar. E isso é uma bosta, é horrivel, é péssimo, pq eu preciso saber me virar sozinha e isso mostra que eu não estou sabendo. Culpa de quem, ahn ahn?
Culpa nossa, mérito nosso: ganhamos mais um selo!
aeeeeeeeeeeeeeeeeeeeh
\o/
Dessa vez, da Candy . Obrigada, menina doce! Excesso Intenso has Total Force! \o/

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