quinta-feira, 22 de maio de 2008

olha que eu te jogo daqui de cima.

(lá vou eu fazer uma confissão e depois ver o povo querer me linxar...)
Um papo hoje na faculdade, sobre ser mãe ou não ser - eis a questão - me colocou frente à frente com uma questão 'condenável': eu não gosto de criança.




AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH CALMA!


não é que eu sou do tipo que joga criança do 6º andar, ou grita 'aaaaaaaaaaah tira essa criança daquiiiiiii', em desespero - não, pelo contrário. Eu sou a 'tiazona' da família. Não tem uma criança que não me adore (demais) e adore (mais do que deveria) meu quarto. Todas adoram (vai ver é por isso que ando meio estressada com esses projetos de gente...). Volta e meia eu viro babá. Volta e meia sobra uma criança pra 'olha aí uns minutinhos que eu já volto'. Eu fui voluntária, cuidava de trinta e lá vai cacetada de menininhos e menininhas ao mesmo tempo. E adorava. Mas o caso é que hoje em dia eu nem curto criança. Só se for inteligente ou quietinha. Os dois juntos então, ixi, apaixono. Eu só não sou o tipo de pessoa que diz "aaaaaaaaaaaaaah, eu adoooooooooooooooooro criançaaaaaaaaaaaaaaaa!!!"


Não gosto de criança que grita, que se joga no chão, que fala alto, que empurra os outros, que mexe nas minhas coisas, que acha que meu pc é brinquedo, que pensa que meus bichos de pelúcia são à prova de mão suja de chocolate, que acha que vai comer meus danoninhos todos e tudo bem.


Gosto de criança de colo, ou engatinhando, ou aprendendo a andar. Passou dos 5, virou pirralho chato. E o risco de ouvir "aaaaaaaaaah comigo não que eu não sou sua mãe, seu destruidor de espaços físicos em tempo recorde!" da minha boca é cada vez maior. Ou seja, se vc for blogueiro(a) e tiver filho, pelo bem de todo mundo, evite deixá-lo aos meus cuidados. Um de nós vai se matar antes de vc voltar. Seja do supermercado, da farmácia, da lojinha ou de todos esses lugares que o povo arranja pra ir, deixando as crianças sob custódia da minha mente maquiavélica.


Quer mais um motivo pra dizer que eu vou queimar no mármore do inferno?
SIM, eu quero ser mãe um dia. Há!




ps.: calma que o título foi só humor negro, pessoal. jamais jogaria alguém do alto de qualquer lugar (ou do 6º andar), menos ainda uma criança chata. o máximo que eu cheguei foi afogar na banheira, dando banho. mas foi só uns segundinhos e eu juro que foi sem querer!
(e ele tá vivinho até hoje.)

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