quarta-feira, 1 de abril de 2009

.da história do Excesso Intenso. [parte 1]


"oh, the truth hurts and lies worse / how can i give anymore, when i love you a little less then before...oh it tears me up, i try to hold on but it hurts too much, i try to forgive but its not enough to make its all ok..."
a verdade dói e mentiras pioram, não posso te desejar mais, e eu te amo um pouco menos do que antes...isso me faz chorar, tentei segurar mas dói demais, eu tentei esquecer mas isso não é suficiente pra tornar tudo ok...
[broken strings - james morrison]



eu tinha um namorado. comum. juras de amor eterno, brigas por causa de orkut, msn, contas telefônicas homéricas, programinhas de indios, noite juntos, etc. normal - pula essa parte. com quase um ano de namoro, começou a acontecer uma coisa estranha. ele virava dia e noite na net. perdia horários. compromissos. me deixava horas esperando, ou nem aparecia - pq daí dormia, apagava . vai daqui, vai dali, a própria familia começou a estranhar o tanto de tempo q o tal passava no pc. a desculpa? jogando. e, não adianta, toda vez q tem algo errado, eu cismo, acabo descobrindo. certo dia, fui almoçar na casa dele. xeguei, ele não tava, pc ligado...resolvi olhar meu orkut, msn. daí achei logs de conversas. era ciumentinha, resolvi ler alguma coisa - juro por deus q, oq pensei na hora foi, as vezes eu fico implicando com amizades inocentes, tirar a limpo. li, vi coisas que não me agradaram, mas nada d+. qdo fui sair, bati o olho num log IMENSO de uma menina q....bem, era amiga dele, até tinha me add no orkut, mas só deixava msg evangélicas....alguma coisa não bateu. abri. a última conversa, de muitas, era a básica do sexo virtual. ela se exibindo na web cam e as msg explicitas. oq lembro mesmo, com detalhes, é dele falando do meu corpo. contando detalhes, fazendo comparações. as 4h da manhã: ele mesmo contava, tinha acabado de me trazer em casa...e contava detalhes da noite. eu fiquei branca, gelada. tremia de frio igual estou tremendo escrevendo isso aqui. nisso ele chegou. eu comentei. e aquela anta patológica, pra variar, tentou me enrolar. ¬¬ pela primeira vez na vida, desci do salto feio - foi horrivel. pq a gente brigou, eu perdi o limite...não lembro como, mas uma hora ele veio me segurar, eu revidei, arranhei o rosto dele...enfim, uma bosta. até hj isso ainda me bagunça =~

daí xoro, vela, promessas, pedidos. 3 dias sem eu falar um a. voltamos. mas nunca mais foi o mesmo. eu me sentia traída. não vem com esse papo de 'ah mas traição virtual não é traição' ¬¬ pra mim qualquer coisa que uma pessoa q vc confia, faz e te machuca [e faz sabendo q vai te machucar] é traição. pq eu confiava na pessoa. tinha a vida aberta ali, fazia todas as vontades. e sentia um nojo imenso de tudo aquilo - faz merda e ainda me põe no meio? mas eu me culpava. eu era A ciumenta, A implicante. me culpava até de ter mexido lá. engraçado que, sobre o sexo, eu não me preocupava, sabia q era bom. mas me culpava. precisou eu passar por situação semelhante a essa com o mesmo cretino mais 3x pra descobrir que o maluco da história era ele [além de maluco, burro, pq eu sempre descobria], q precisava mesmo era de um robô sensivel ao toque da web cam, pra ser usado via msn - mais ainda pq robôs não bebem, não falam alto, não usam all star, não falam com garçons. tipo q o problema não era comigo, parecia só uma necessidade eterna de reafirmar o próprio pipiu via web cam, com desconhecidas. sim, pq depois da amiguinha evangélica ali de cima, eu peguei mais uma vez os tais logs - menos de mês e meio depois. dessa vez com desconhecidas, virava noites e noites, tardes, manhãs [depois disso ainda teria o blog erótico, e a bolacha trakinas que, bah, nem vamo perder tempo]. e, pode falar, a anta aqui brigava, a gente discutia, xorava e...não terminava. eu amava ele. e era apaixonada. coisa doentia. adorava aquele olhinho preto, o jeito dele segurar as mãos qdo ria, o abraço, o lugarzinho no ombro pra eu deitar. ou seja, burra ¬¬ bobinha demais.

perdi o respeito. por ele, pela relação. por mim. passei a me achar pouco...qria achar um motivo em mim mesma pra ele agir daquela maneira, pra ter feito aquilo...me achava pouco. me via pouco aos olhos dele. mas no intimo, eu sabia q era mais. o ocorrido me doía. ter perdido o controle, machucado ele, na primeira briga, me doía. eu sangrava por dentro. qria gritar, chorar, falar do assunto. e não podia. de pouco pouco pouco...virou excesso. passava horas na net, sem a aliança, tentando entender que graça ele via naquilo tudo. um dia achei um blog, e outro, e outro...e o excesso ganhou nome. da dor, eu plantei uma sementinha, de amor. e nasceu Excesso Intenso. e eu virei a Intense. isso foi em maio de 2007.

ou seja.
pelo menos alguma coisa boa ele deixou pra trás.
eu =D

hj eu posso falar mal, xingar, chamar por nomes feios - coisas q nunca fiz aqui e, ao vivo, não faço pra ninguém. mas já não me incomoda. nem a história me dói mais. eu não ligo, i don't care. pra ele, pro que ele pensa, pro que ele sente, pro que ele vive. nem essa história faz parte de mim mais. ficou pra trás...e eu devia ela aqui. lógico, preferia não ter passado nada disso - mas é preciso, pra gente ficar esperta. sempre falei q o blog nasceu de uma dor, mas nunca consegui contar...hj, resolvi q era hora. tava ouvindo uma música e pensando nisso, e eu me senti tão livre disso tudo que podia voar em direção ao por do sol sem nem me queimar.




foi mal o post gigante aê, gente. adoreeeei intenso os coments no último post, super obrigada!

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