domingo, 7 de junho de 2009

.'classificados poéticos'.

é certo que as vezes eu ainda penso em fugir de casa. largar o trabalho, terapia, foto no porta retrato, virar natasha. é certo que eu ainda morro de preguiça de lavar o cabelo, de levantar cedo no frio, atender o veterinário, tenho mtas contas, ganho mal, brigo com amigos, esqueço de comprar lenço de papel, quebro a unha qdo ela tá ainda mais bonita que o comum. é certo que eu sou de verdade, meu coração está mesmo batendo no peito, eu fico triste, choro, assisto Lost até madrugada demais, não como salada e evito atender certas ligações. mas é que tudo está diferente.


de vez em quando eu vislumbro a verdade irrevogável de que uma hora as coisas vão todas se encaixar, tudo tem um propósito, um pq. e eu nem tou falando de maktub, eu tou falando de não viver em vão. e hj eu sou tranquila...a ansiedade de querer controlar tudo, se foi. eu não sofro mais, certas dores sumiram, eu quase já sei dizer 'não' sempre que preciso, faço oq tenho vontade. fico em casa, vejo tv, como chocolate, bebo chopp gelado em noite fria, dou más e boas respostas, faço silêncio se me for conveniente. espero as coisas acontecerem. e nada é comodismo. é entender que sofrer já saiu de moda. pelo menos pra mim.





Compro um barco feito de vento
com velas cor de firmamento

e uma bússola que aponte sempre
para as luas de saturno.
Compro um barco que conheça
caminhos secretos de mares desconhecidos.
Um barco feito de vento
onde caibam todos os meus amigos.
Compro um barco que saiba decifrar
os segredos escondidos
no coração das noites sem luar.
[roseana murray]




quero mto meu barco, gente.

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