quinta-feira, 17 de novembro de 2011

.ouro pra mim.

lindo, tou que nem criança
tou de alma limpa. ♫
[ouro pra mim - renata arruda]




eu nunca me achei 'da paz' (jogo coisas, oi?). já tive vontade de atropelar pessoas (antes mesmo de aprender a dirigir), ou de contar pra todo mundo todos os podres e rolos da vida de algumas, só pra ter o gostinho de - me vingar? - não sentir que estavam pisando em mim gratuitamente e tudo bem. mas, ao invés de dar a louca e fazer algo, eu (sempre) só tirava meu time de campo, na classe, pedindo a Deus que me trouxesse de volta a paz e tranquilidade que sempre tive. e força, pq pra ficar quieta com algumas coisas, pessoa tem que ter força de vontade pra caralho.

de uns tempos pra cá, eu comecei a achar que era meio muito injusto ver certas coisas e não poder falar nada. não poder fazer nada. álias, não poder fazer é justo, livre arbítrio e talz. mas não poder...não é contar a minha versão dos fatos. isso é coisa de gente relativa e eu sou mto absoluta pra afirmar isso. mas sim, contar à alguém o que realmente é. o que realmente acontece. o que realmente aconteceu. o que algumas pessoas são capazes de fazer com outras e, nesse embalo, o que nós mesmos somos capazes de fazer - com nossa auto-estima, amor próprio, vida social, financeira, etc etc. eu olhava pra Deus e pensava 'cara, vc tá mesmo vendo isso? cê jura?! e meu papel realmente é ficar aqui quietinha, sem nem falar nada?'. lógico que ele nunca me respondeu. ¬¬


mas tem uns dias, aconteceu algo mto bom pra mim. eu pude - caraca - eu pude finalmente sentar e falar tudo e contar tudo e...nossa. engraçado que eu não quero nem espero mudar nada. não é vingança, não é...não é nada. é só verdade. é só libertação. tava vivendo pesada, de mágoa, de luto, carregando esse fardo enorme de viver calada com o que é errado, com o que ninguém via. e muito puta com Deus das coisas serem assim.

daí sabe o que aconteceu? ele me deu uma oportunidade incrivelmente maluca de ver isso ser diferente. eu ainda não sei pra que. eu só sei que, prestes a começar o meu ano novo, eu tive a oportunidade de me livrar de tudo. e de repente eu fiquei...leve. a alma lavada. eu tou outra pessoa.


é incrível.

4 comentários:

Jullyane Teixeira disse...

Dani, nossa, parece mesmo a nossa conversa naquele dia. Sabe, quando vc me ligou chorando, desesperada eu fiquei sem saber o que fazer, sem saber o que dizer, mas eu também me senti melhor porque eu sabia que agora viria a libertação, que pelo menos essa história não retornaria forever and never and more.

Às vezes tudo o que a gente precisa é desabafar. Feliz demais por vc.

Te amo muito, muito, Flor.
Bjo bjo

Caféína disse...

Há tempo pra tudo nesta vida. Há tempo pra felicidade escondida aparecer, há tempo para as desilusões se transformarem em novos caminhos. Há tempo para aprender...
Acho que em 2012 este blog aqui será um campo aberto, gigante, cheio de girassóis.
É o meu desejo!

Mah disse...

Pra quem te acompanha, é ótimo saber que tudo isso está acontecendo. Imagino eu que era uma torcida calada, contida, porque quem precisava ver, passar, sentir, entre outras coisas piores, era vc! E o que a gente pode fazer é acompanhar, dar conforto, atenção, colo (ainda bem que sempre tem sua mãe pra isso)... E como me deixa feliz saber que o novo ano é novo (2x)! Se divirta com a leveza da nova vida. A gente acostuma tanto a levar porrada que depois até assusta com o quando a vida pode ser leve e doce. Continue se cuidando ;) Beijos...

'Lara Mello disse...

Acredito que todos nos estejamos de alma lavada! Rs
Eu sou do tipo que grito, não seguro nada, não engulo sapo, nãos ei ficar quieta, falo, falo, falo.. Exatamente para não ter a sensação, de tipo, alma lavada, e eu acredito que tu precisava disso, MUITO, e agora tu tá pronta para seguir em frente! Fico feliz e estamos juntas SEMPRE em qualquer jornada que tu tiver ^^