hj eu dei a doida e disse que não ia fazer nada - não fiz. mas fiquei ouvindo histórias. a Jady contando as dela. a Dona Laura contando as dela. eu ouvindo, e pensando, e analisando, e me medindo, e no meio de tudo, tentando entender o que eu estou sentindo, o que foi que me incomodou esses dias, se certo, se errado. e não descobri nada novo. pq eu já sabia.
sabe quando vc gosta, gosta muito de alguém, ou de algo, mas de repente (de repente o caralho) vc descobre que aquilo não quer dizer mais nada? ou que, se fosse pra dizer, vc não saberia nem se é sim ou se é não? é tipo vc ir caminhando, caminhando, caminhando, e topar de testa com uma porta fechada. surpresa? não, vc sabia que a porta estaria ali, viu ela de longe, as luzes estavam todas acesas - afinal, era pra lá que seus pezinhos estavam levando.
mas, ainda assim, olhei prum lado, pro outro, disfarcei, até que dei uma testada na tal da porta, e não deu mais pra fingir que ela não tava ali. e aí veio a pior parte: não deu vontade nenhuma. de abrir a porta, de falar, de perguntar, de responder, de saber quem mais maluco, quem certo, quem errado, ou de colar o ouvido na porta pra ver se atrás tinha água - quem sabe, né?
vontade nenhuma. e isso pode doer tb. às vezes, é tão intenso o que tinha antes, que o vazio pode doer tb - no meu caso, doeu. eu desisti de tentar definir, tentar entender, nomear, guardar, lembrar, esquecer. resolvi perder o controle, deixa ir. mas o vazio doeu. sei lá o que eu pensei, se será que eu ia te amar, ou te odiar, ou sentir frio na barriga, ou lágrimas nos olhos, pra sempre. sei que...quando eu ouvi sua voz, olha, era você ali do outro lado. mas foi um vazio enorme. e eu não acho que isso queira dizer nada. vazio é apenas vazio.
antes o vazio. meio cheio, meio vazio, pra mim não serve. prefiro completamente vazio.

ps.: fotinha da capa de um livro que achei na faculdade. li sim, esqueci de pegar o nome do autor, mas em todo caso eu não ia indicar - não gostei do livro, só gostei da capa! huhuhu...
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