domingo, 11 de janeiro de 2009

.sossegada - acredite se quiser.

ouvia alguém dizer 'to sussa!' e pensava 'será que rola ficar assim um dia?'. aham. pois é, tou sussa, acredite se quiser. ser intensa, a ponto de levar isso gravado na pele pelo resto da vida, não significa querer o arrebatamento sempre. só qro que seja intenso, mesmo oq é sossegado. mto tempo sem poder (ou simplesmente sem fazer) as próprias escolhas, fez com que hj em dia eu ache o máximo ter direito de poder escolher isso ou aquilo. hj eu escolho, e ando sossegadona, satisfeita, esses dias.


seja tomando um sorvete sozinha enquanto espero o bus na avenida principal da city, ou dividindo um sorvete de xocolate dentro do carro de madrugada, sabendo que no outro dia os dois estarão cansados, com sono e, eu, meio sem voz.

andando de all star debaixo de xuva pela city, ou desfilando de salto alto pelos corredores da empresa.

tentando ver o filme entre um bjo e outro, ou locando filmes sozinha pra ver no sábado, em casa.

tirando fotos da afilhada nova com meus irmãos, ou umas especiais pro Excesso Intenso.

recebendo o cara do delivery de camisola, feliz com meu x-salada-bacon com fanta, ou lembrando aos gritos da janela do carro pra pedir o meu sem alface.

seja nos dias que invento que qro ouvir música alta e ver gente, ou nos dias que resolvo curtir meu edredom da Minnie.

dando risada ao ouvir opinião sobre oq parece determinada calcinha, ou optando por uma camiseta velha do voluntariado, pra dormir.

ouvindo techno dentro do ônibus, ou sertanejo durante o expediente.

desejando uma cerveja long neck geladissima na mão, ou apenas um energético pra acompanhar o suco de abacaxi.

trocando emails com os blogueiros, ou digitando planilhas durante horas.

seja com um domingo de sol ardente no clube, ou abrindo o pc pra limpar com meu irmão.

noites de terça ilegais, imorais e indecentes, ou de ficar em casa vendo tv.

voltando pra casa caminhando com um colega de trabalho, ou no carro da empresa em alta velocidade.


ih, eu ando de boa demais. tudo termina com um suspiro e um olhar meu - esse olhar que a gente lança em volta, sabendo que tá faltando alguma coisa, que vem algo aí, mas que se está feliz da mesma forma. que não preciso estar com alguém segurando firme a minha mão, ou minha cintura, pra me sentir bem - basta fazer o que eu quero, e sem ficar encanando, se podia, se devia, se é certo, se vão pensar, se vão julgar, se vão falar. no fim das contas, interessa sou eu. demorou pra xegar aqui, leva tempo se sentir bem sozinho tb, mais ainda qdo o universo inteiro age como se isso fosse impossivel de se fazer. nem é. e no fim, nada é definitivo. passa. acaba. os amigos perdem o piquei pra balada. o namorado muda de hábitos. a locadora e a lanchonete fecham, reabrem. a gente tb muda. mas eu acho que saber buscar esse sossego, e ficar bem com ele, putz. pode ser um aprendizado pra vida toda.




ps.: depois de duas crises de rinite que quase me mataram, eu optei por ficar em casa com um amontoado de filmes e meu edredom da Minnie. o edredom tb não muda.

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