Da profunda dor que provoquei.
Da espera de quem vem me buscar.
De estar no espaço e perceber que não tenho asas, só acreditei ter.
De dar o passo e a calçada não existir.
De ser apenas figurante na vida.
esses dias, nós, eu e Fernanda, trocamos umas palavras sobre medo, no twitter. na hora, na pressa, eu reclamava - não do medo, mas de não poder 'divulgá-lo'. nóia da minha cabeça: ninguém, ninguém havia dito q eu devia me calar.
Da sombra no olhar. Do erro , da dor, de portas fechadas e de palavras incompreensíveis.
De congestionamentos nas estradas, sem saídas e sem solução.
Do congestionamento de pensamentos que fazem minha cabeça explodir.
De me sufocar com o choro que não explode, fecha a garganta e me estrangula.
Da tecla que existe em mim e posso acionar, me deletando.
De mudar e errar.
Do laço, da corda, do fio de náilon, de degraus que desaparecem quando estou subindo.
Do encontro perdido, do retorno do infinito, da mão fria, da ausência de prazer.
De não agradar.
De congestionamentos nas estradas, sem saídas e sem solução.
Do congestionamento de pensamentos que fazem minha cabeça explodir.
De me sufocar com o choro que não explode, fecha a garganta e me estrangula.
Da tecla que existe em mim e posso acionar, me deletando.
De mudar e errar.
Do laço, da corda, do fio de náilon, de degraus que desaparecem quando estou subindo.
Do encontro perdido, do retorno do infinito, da mão fria, da ausência de prazer.
De não agradar.
eu tenho medos - muitos. medos intensos. e não me diga 'enfrente seus medos' que isso comigo não cola. eu não enfrento, não bato de frente - não sei se certo, se errado, mas hj em dia eu respeito. sei de onde vem meus medos, sei pq eles existem, sei q eles existem e, se passar por cima, na pior hora eles me paralisam. então respeito, converso, negocio, olho eles nos olhos. existem? pois que seja - mas que me deixem ter uma existência digna, colorida, intensa, viva.
De vidros partidos, gritos, da multidão.
De sinais vermelhos que não se abrem nunca pra mim.
De vírus no computador, de contas negativas.
De mentiras desnecessárias, de coisas não ditas, suspeitas.
Do intenso amor desperdiçado.
Do elevador despencando sem freios, dos terrores noturnos.
Da minha mudez, do desconhecido me seguindo, da rejeição.
De respostas secas e evasivas ao telefone, do tom irônico e agressivo.
De perguntas que não sei responder, por não poder, não querer.
De ser outro e descobrir que não queria (podia) ser.
Da não desculpa nem perdão por sonhos e planos desfeitos, lágrimas derramadas por mim, esperanças que frustrei.
De ser esquecido.
Da certeza de que felicidade não é o que pregam, nem o que leio, nem se obtém nas centenas de livros com filosofia oriental, ocidental, galática.
De vidros partidos, gritos, da multidão.
De sinais vermelhos que não se abrem nunca pra mim.
De vírus no computador, de contas negativas.
De mentiras desnecessárias, de coisas não ditas, suspeitas.
Do intenso amor desperdiçado.
Do elevador despencando sem freios, dos terrores noturnos.
Da minha mudez, do desconhecido me seguindo, da rejeição.
De respostas secas e evasivas ao telefone, do tom irônico e agressivo.
De perguntas que não sei responder, por não poder, não querer.
De ser outro e descobrir que não queria (podia) ser.
Da não desculpa nem perdão por sonhos e planos desfeitos, lágrimas derramadas por mim, esperanças que frustrei.
De ser esquecido.
Da certeza de que felicidade não é o que pregam, nem o que leio, nem se obtém nas centenas de livros com filosofia oriental, ocidental, galática.
quase não tenho medo do desconhecido - eu não sei oq ele pode ser, oq pode trazer, oq pode fazer de mim. tenho medo do que já vivi e deixei pra trás. tenho medo da dor que sei que posso sentir, tenho medo das reações que meu coração e minha cabeça podem ter, tenho medo de sentir um certo frio de novo, tenho medo do coração disparar, tenho medo do choro sentido e sozinho, tenho medo do escuro claro das noites que não durmo, tenho medo do botão 'del' que existe em mim e que posso acionar, acidentalmente - e que pode levar embora tanta coisa que construí.
De não entender o sorriso, o aceno para que eu me aproxime.
De trocar palavras, trocar letras, trocar datas, trocar dados, trocar nomes, da inevitabilidade de ser trocado.
De emails não respondidos, de internets impossíveis de serem acessadas
De não acontecer o que pensei, da maneira que pensei e gostaria de ter sido.
De não ter sido ele, nem eu.
De assumir a certeza que nunca mais nos veremos.
De não entender o sorriso, o aceno para que eu me aproxime.
De trocar palavras, trocar letras, trocar datas, trocar dados, trocar nomes, da inevitabilidade de ser trocado.
De emails não respondidos, de internets impossíveis de serem acessadas
De não acontecer o que pensei, da maneira que pensei e gostaria de ter sido.
De não ter sido ele, nem eu.
De assumir a certeza que nunca mais nos veremos.
e é tão dificil...ninguém gosta de sentir medo, e normalmente todo mundo se acha tão corajoso que não gosta que os outros admitam os medos. eu sou o contrário. eu preciso admitir. eu preciso por as cartas na mesa, eu preciso deixar vazar. preciso dxar o medo ganhar palavras e frases e, assim quem sabe, sair e voar no vento, ir embora. qtas vezes nos últimos dias precisei do seu olhar, da sua voz, das suas palavras, pra sossegar meus medos? e, graças aos deuses, vc não recuou nenhuma vez, sequer soltou minha mão, riu ou achou ruim. vejo vc olhar com a calma do mundo e, esperar passar - pq uma hora tudo passa. os medos tb passam, e as certezas q se pode ter vem, mas há de ter tempo, há de ter construção, há de esperar as flores crescerem.
De saber que nenhum terapeuta, psiquiatra, psicólogo, psicanalista, neurologista, frenológo, religioso, médico, amigo, ou mesmo um grande amor poderá me salvar.
Porque meu medo maior,
absoluto,
instransponível
é o medo do medo
é o medo de não suportar o meu medo.¹
De saber que nenhum terapeuta, psiquiatra, psicólogo, psicanalista, neurologista, frenológo, religioso, médico, amigo, ou mesmo um grande amor poderá me salvar.
Porque meu medo maior,
absoluto,
instransponível
é o medo do medo
é o medo de não suportar o meu medo.¹
quem pula em piscinas vazias, aprende a checar a água. quem pula de cabeça, aprende a voltar sempre na superficie pra renovar o ar. há de se respeitar que as piscinas tem profundidade, às vezes mar revolto, tempestade - pq não? tenho que ser realista com meus medos, preciso "saber que algumas coisas, ainda que não pareça, ainda estão em fase final de cicatrização, apesar de já não verter sangue algum, - só algumas lembranças que me deixaram uns reflexos mal feitos, e que às vezes me fazem dar ou deixar de dar passos"² - preciso assumir que eles existem, não me impedem de seguir, mas latejam no peito mtas vezes, e eu paro de respirar de tanto medo de sentir dor nessa hora. tenho que ser realista. só assim eu consigo olhar nos olhos dele e dizer 'calma aê , me deixa viver.' e então, seguir adiante. em excesso, em intenso e, sempre.
¹ Medo - Ignácio Loyola Brandão
² Do que eu preciso te falar, da Yasha
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