terça-feira, 3 de abril de 2012

.diarinho do labrador.

me ocorreu hoje que nunca mais dei notícias da Meggie, a labradora. com quase 6 meses, ela tá gigante - descobri ontem quando tentei pegar ela no colo e caímos juntas do sofá. e me deu vontade de completar o diarinho dela dividindo com vocês as coisas que descobri.


- pra vizinhança, todo labrador é macho e chama Marley. mesmo que todo mundo tenha cansado de te ouvir gritando MEGGIE, SE ACALMA! rua afora (nossos primeiros passeios foram apavorantes). em todo caso, é bom ter Marley & Eu como livro de cabeceira, pra acalmar nos momentos de desespero ou 'onde eu errei'. falar nisso, embora engraçado, o livro ameniza bastante a situação. ter um labrador DE VERDADE é bem pior mais complicado (e real) do que o Grogan diz no livro.

- labradores crescem como se estivessem comendo fermento. e eles comem muito. muito. MUITO. manter dois shihtzu's nem se compara a manter um labrador.

- eles realmente precisam de atenção e espaço. correr, buscar bolinha, andar na rua, brincar com água (nem que seja com a mangueira do quintal), ou ficam destruidores.


- são lerdos, pamonhas. amorosos. super carinhosos. e espaçosos. muito espaçosos.


- as patas e pulos pesam toneladas - é sempre bom alertar visitas e segurar o corpo quando ver que ele vai pular. outra coisa séria são os arranhões e mordidas. impossível passar inteiro.


- coleira peitoral é recomendável pra que eles não fujam puxando a cabeça pra trás (vai que a sua tb tem medo de descer da calçada tipo a minha). mas vai ser um inferno pra colocar: prepare-se. rapidinho vc vai descobrir pq o Marley passou o filme inteiro de coleira.



a Meggie tem sido uma experiência rica, divertida e gostosa. mas, tb, não nego: cansativa, cara e razoavelmente destruidora. não conseguiu ganhar da Dandara - que mastigou meu celular - nem da Kiara - que corre rua afora como se não houvesse amanhã, nem carros. mas mastiga canos, sapatos, pedaços de madeira, baldes...semana passada promoveu uma chuva de papel picado que transformou nossa área de serviço em uma loja de saldão. como no restante do tempo ela é muito (MUITO) inteligente e aprende rápido, só conseguimos rir da situação e levar horas catando os papéis, sem xingar. mas NÉ.

minha despesa com ração quadruplicou, e ela ainda não é adulta. tem muita energia e eu preciso ter tempo livre pra cuidar, brincar, levar pro passeio e jogar bolinha. nunca pensamos em nos livrar dela, mas se pensei 1000 vezes, recomendo que pensem 1488 antes de ter um.



como disse a Paula, certa vez: o mundo me deixou comprar um labrador pra rir da minha cara.
e ri, bastante, cada vez que sou arrastada no nosso passeio. ou como no dia que ela tentou engolir um espeto de churrasco e eu quase tive um ataque cardíaco.

fora isso, ele ri tb do nosso muito amor. de quando ela me olha quase rindo pra contar do vento batendo na cara, quando estamos na rua. do olhinho vermelho de sono quando vou ver ela de noite e ela vira de barriga pra cima. das patadas delicadas que ela dá na Kiara e faz meu coração quase explodir de amor ao ver as duas juntas. e, o principal: do cheiro inconfundível de cachorrão que ela tem, me acordando quando durmo no sofá da garagem.

a Meggie cresceu.
mas meu amor por ela também.


ps.: compre pratos de inox, pra água e pra ração. os mais pesados que tiver na loja.
sério. super sério.

12 comentários:

Paulo Cesar disse...

Apaixonado por ela. Eu quero uma...

Jullyane Teixeira disse...

Que lindona! Tá enoooorme! O meu Marx não é uma pata dela, hahahaha!

Bjo bjo

Mah disse...

Quase chorei com seu texto. Mooooorro de saudade de ter um cachorro grandão. Nem sei quando vou conseguir ter um de novo, mas sei que normalmente as experiências são bem essas mesmo que você falou. Por enquanto fico aqui me divertindo com meus gatinhos lindos. A propósito, um deles chama Marley (mas eu chamo de Preto e ele é cinza - quase igual ao suco de tamarindo do Chaves, que parece de pêssego mas tem gosto de laranja, hahahahaha) e ele destruiu todos os objetos decorativos da minha casa, hahahahaha. Nasceu com alma de cachorro!

paula disse...

Morri de rir quando vi vc lembrar da história de que "o mundo deixou vc comprar um labrador só pra rir da sua cara..."

... mas me diverti com a história da Meggie. e acho que deve mesmo ser muito gostoso, apesar de assustador, caro e cansativo, ter um cachorrão.

é que a Meggie tem uma cara tão fofa que eu juro que fica difícil acreditar nessa sua história. tá: fica um pouco mais fácil depois que a gente assiste (ou lê) Marley e eu. só que olha a carinha dela... parece uma lady! não dá pra enxergar essa cadela destruidora!

ainda bem que vc atualizou a história dela. adorei! e ela está linda!

=)
bj

Andressa Tavares. disse...

TÁ ENORME, LINDA, MUITO LINDA! *-*

Pan disse...

Parece de capa de revista!
É muito linda mesmo!
E você acredita que eu tenho o filme há mais de um ano e NUNCA ASSISTI? Sei lá, quando dizem que o filme é de chorar, eu desanimo hahaha
E eu tenho o Shigú, que come e dorme o dia todo, depois sai pras baladas...pois é haha

Bel disse...

Bom, eu já tive a Mel, uma York, por dez anos. valeu demais! E já pensei em ter um labrador, hoje não mais. Considero que a Meggie é um pouco minha também, é suficiente!!!
Bjooo nas quatro!

disse...

Cachorro é como filho. Exatamente como filho. Dá mto trabalho, mas tbm nos dá muito amor.

Y a s h a disse...

Gente, ela ta gigante! Haha.
E linda! :)

Ainda pretendo ter um labrador um dia, talvez dois, para eles se sentirem mais independentes... Mas isso é coisa para se pensar 1488 vezes... :*

Júuh . disse...

Porque eu sou muito linda, estabanada, mas linda! :)

Caféína disse...

Acho muito lindo o carinho que você tem por suas meninas...
Aqui em casa tem uma akita. Dá uma trabalheira danada. Acho que quem diz que ama os animais deveria ser como pessoas igual a você, que cuida,mesmo!!

Bruno Gaspari disse...

=)