segunda-feira, 16 de abril de 2012

.resumo de 24h.

não é dizer que eu não me jogo - todo mundo sabe que isso é mentira. eu me permito, eu vivo, eu sempre estou presente nas coisas. mas hoje, hoje, hoje, essas últimas 24 horas, estão me dando muita, muita, muita vontade de sentir só esse contentamento, essa alegriazinha infantil e retardada - sem dar lado pro medo, o receio, a expectativa, nada, nada. vida, posso me permitir, pufavô?




não dá pra contar quantas vezes te matei mentalmente. não dá pra definir quanto tempo nós vivemos juntos sem nada acontecer. mas sei que foi outro dia que tomei a decisão and go ahead. chorei naquele dia, chorei uma semana depois. não era pra fazer tipo nem forçar a barra: senti sua falta. vi meu sorriso travar na sua frente, me assustei com o buraco que se abriu nos meus pés quanto te vi, mal consegui te abraçar. amarguei sua ausência mais uma vez. e sabia que nada disso mata. e o tempo continuou a passar. o tempo quase ganhou da gente.


agora lembro disso e acho tudo bom, acho tudo na hora certa. sou só sorrisos pra nossa tentativa e o orgulho de ter do lado. em 24h pensei 'vou te conhecer o que mais, meu deus?', mas daí fiquei sabendo que vc não come peixe, gosta de kiwi, nasceu em Patos e parece sua mãe. vi fotos de vc numa beca vermelha. escolhi uma escova de dentes diferente da sua pra gente não confundir. e ri das suas confissões a respeito da minha ausência.

e eu cheguei agora, e isso sai tão da minha disciplina de dormir-cedo-antes-da-segunda-feira e eu não estou ansiosa, nem com medo, nem com expectativas. eu estou satisfeita com a gente, muito. depois de tanto tempo, é quase um direito.


olha, eu estou muito contente. eu estou feliz.

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